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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Que dificuldade, fala sério

Hoje foi um dia punk.
 
Consegui pegar no sono lá por 7hs da manhã e 9hs meu pai já me acordava aos berros pois teríamos visita em alguns minutos. Adoro meu pai que sempre faz a gente correr pra tudo, ganhei uma ansiedade e uma aversão a pressão que vocês nem imaginam, graças a ele.

Tá, bora levantar e não passar por preguiçosa. ¬¬'

Alguns minutos depois, o telefone toca e a pessoa diz que não vai mais vir, e ele na maior 'queridisse', diz: 'podem voltar a dormir, a pessoa não vai mais vir hoje'. Oba, amo isso.
Não demorou muito, chega mensagem no celular: uma amiga muito
querida, muito mal no hospital, segundo a mensagem, correndo risco de vida. Bateu o desespero, não falta mais nada mesmo pra acontecer? Comecei a chorar sem parar, desesperada... minha vida tá cada dia mais inacreditável, não tem mais o que piorar... ou tem? Ah, eu nem devia ter perguntado. Minha irmã me viu chorando e virou as costas... como quem diz: 'Xii, lá tá essa chata chorando de novo, vou é fingir que não vi, daqui a pouco ela para.'

Uns minutos depois, todo mundo feliz e contente conversando e eu obviamente de canto, ouço meu pai telefonando; ele estava acertando os últimos detalhes da viagem que ele e minha irmã farão semana que vem, da qual eu não fui convidada, da qual eu queria ir, é.. família.

Hora do almoço, família feliz reunida. Natu de canto.
Cada um pro seu compromisso, seguir sua vida.

A tarde, ligação de outra amiga, em comum com a que está doente. Quando vi o telefone tocando, me deu um calafrio. Lembrei imediatamente da época que a Dê ficou doente e do quanto eu tinha medo quando o telefone tocava, achando ser notícias ruins. Mas não era nada, graças a Deus.

De tardezinha, dormi um pouco. Quando acordei, estava todo mundo animado conversando... o pai passou pela porta do quarto, me olhou e disse: 'levanta, vem pra cá que eu quero conversar contigo.'. Uns 5 minutos depois, levantei e fui pegar um pão pra comer, que nem consegui terminar, perguntei a ele o que ele queria me dizer e ele: 'ah, era só pra tu vir pra cá, conversar e ficar com a gente aqui na sala.'. Respirei fundo pra não falar muita merda e só disse algo como: 'que diferença faz eu aqui ou no quarto? AFF'.

Resumo dos direitos: meu pai vai viajar sexta e volta terça, a mãe não chiou. Meu pai e minha irmã vão viajar terça e voltam quinta, ela não chiou, eu quis passar uma noite qualquer do feriadão fora, quase tivemos um 2012 antecipado. E não estamos falando sobre idades, responsabilidades nem nada disso. Minha mãe não gosta que ninguém saia, que ninguém se divirta, que ninguém faça porra nenhuma, normalmente.

Eu percebi, depois de prestar atenção e ver que isso acontece meio que frequentemente, que eles são imensamente mais felizes sem mim.
É inacreditável e nítida a diferença do desenrolar das conversas, brincadeiras, assuntos, afazeres, quando está só os três e quando eu me junto. Quando eu chego, os sorrisos desaparecem, o assunto morre, as brincadeiras viram alfinetadas, os afazeres viram obrigações chatas que um empurra pro outro. Sabe quando tu tem um grupo de amigos e tem um chato querendo se infiltrar e todo mundo fica tentando mandar pros quintos indiretamente? Pois é.
Felicidade não existe quando eu tô junto, raros são os momentos bacanas, e normalmente terminam em bico, discussão ou briga. Todos contra mim, óbviamente. Se eu brigo com um, todos ficam contra mim, não importa o motivo. E eles nunca brigam entre si. Nas vezes que minha mãe chiou com algo sobre minha irmã, eu a defendi.

Pra terminar o dia, resolvi saber se ainda tava de pé os planos causadores do último furação. Sei lá, né? Não custa tentar de novo, de outra forma... eu sempre tento até a última hora, pois inúmeras vezes eu obtive resposta na última hora e tudo "terminou bem", (jamais faço nada sem que todos aqui estejam de acordo pois me sentiria mal saindo de casa como uma adolescente rebelde, falo da boca pra fora que vou fazer, mas não consigo e claro que iria tentar educadamente de novo), mas não estava mais, as pessoas envolvidas haviam desistido "pro meu bem". É, se eu soubesse que não era tão importante assim como era pra mim eu nem teria feito tanto caso e nem teria falado o que falei. Eu planejei muito pra esse fim de semana, faz MUITO tempo que não passo bons momentos e sonhei que nesse eu tivesse a chance, mas não foi dessa vez. Essa é minha vida, de alguma forma eu sempre me fodo. Não me admiro nada se logo que eu acordar, minha mãe me venha com aquela cara amorosa, dizendo que se eu quiser sair, ela não se opõe desde que eu me cuide e blá blá blá, pra eu poder pensar 'PUTA QUE PARIU, SEMPRE QUANDO NÃO ADIANTA MAIS', virar pra ela e dizer: 'ah, valeu. Já desistiram, assim como estão desistindo de mim, mas eu tb te amo, mãe. E agradeço por tudo... nos vemos de novo na próxima.', ou ter uma imensa vontade de chorar, segurar e conseguir dizer apenas um 'agora não quero mais.' Até que ela se afaste e eu finalmente possa chorar mais um pouco, só pra não perder o costume.
 

Obs: o blogger também resolveu me torrar o saco e embaralha  ou modifica fonte e/ou cores o texto todo na hora de postar. Caso alguma coisa esteja muito absurda, pode ter sido isso. Ou eu que tô ficando louca mesmo, vai saber.

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