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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Coisas boas e nem tanto sobre o grande dia

É incrível como nada do que eu faça ou passe, é o suficiente pras pessoas. Sempre tem alguém tentando me jogar na cara que eu não corro atrás do que quero [sendo que essas pessoas não sabem absolutamente nada sobre minha vida e minha rotina], sempre tem alguém pra dizer que sofre mais do que eu e/ou passa mais trabalho na vida e/ou tem mais problemas [sendo que a grande maioria não sabe de nada sobre as coisas que eu venha a reclamar, não sabe dos meus problemas e são pessoas de VIDA BOA, que tem tudo nas mãos] e quando eu consigo algo, sempre tem alguém pra cortar meu barato.

Depois de muita ansiedade, espera e orações, finalmente chegou o primeiro dia de aula no curso preparatório, eu cheguei a adotar uma postura diferente, fiquei mais tranquila, apostando todas as minhas fichas nisso e no que eu posso vir a conseguir a parti daí. Uma oportunidade que eu estava esperando e que finalmente surgiu... e eu agarrei com as duas mãos, contrariando aos que dizem que eu não me esforço.

Pois bem. Quem me conhece sabe do meu problema de enjoos, da dificuldade que é pra mim fazer uma viagem longa de ônibus, do meu problema pra ir a lugares meio longe, pois eu me perco muito fácil, etc, etc, etc. Passei por cima de tudo isso e meti a cara pra me inscrever no tal curso. Azar que é longe, azar que tem que pegar trem e ônibus, azar que eu não sei ir lá... me inscrevi, em julho. Meu pai me acompanhou, como sempre, no caminho ficou dizendo como eu deveria ir e voltar, os melhores caminhos, PRA ELE, e dando suas palestras de sempre... tanto sabia ele que "nos perdemos" na volta, era pra pegar uma rua e pegamos outra... andamos léguas, estava um frio terrível, e suamos feito tampa de panela. Mas ok, sem problemas. Já era sabido [existe essa palavra? Ah, foda-se!] que o horário das aulas seria a noite. Ponto.

Eis que o grande dia se aproxima e eu fico cada dia mais ansiosa, nervosa, querendo que chegue logo.
O dia chegou... me preparei psicologicamente pra ir, bati perna nos últimos 4 dias pra resolver algumas coisas pendentes e minhas panturrilhas estão só o bagaço, mas beleza, vambora.

Vamos aos detalhes: pra chegar lá, cogitei que deveria pegar o ônibus que sai daqui de perto de casa as 17:20hs, em pouco menos de duas horas eu chegaria lá, sem tantos problemas já que meu ônibus leva mais ou menos 50 minutos pra chegar no centro de POA, a essa hora da tarde ele chegaria mais rápido, pois quase ninguém iria e záz. Mas ninguém lembrou a Natu do engarrafamento da hora do Rush, como pude me esquecer do Mauro Borba? E da BR parando? Pois é. Pra minha surpresa, o ônibus lotou, chegou no centro mais tarde e eu ainda achava que chegaria a tempo. Indo pra estação, uma fila imeeeeensa me aguardava pra compra do bilhete, mais outra fila pra passar a roleta, anda, anda, anda, enjoa com o cheiro do bendito pão de queijo, respira fundo [depois que passa por ele, né? Senão...] e segue o barco, espera um pouquinho e pá, o trem chega. Meu pai me puxa pra dentro dele, só sobra um lugar e eu deixo ele sentar, já que né, vai ter ficar esperando... que descanse antecipadamente. Eis que lógicamente o trem se torna aquela agradável lata de sardinha, três tias resolveram me amassar, cada uma me encochando de um lado, um ventão na minha cabeça do treco no 'teto' do trem, o cabelo furando meu olho, e a estação não chegava nunca.

Enfim, ela chega pra alivio geral. [mentira, só meu mesmo], saio do trem e vou atrás do pai, que tem mania de não me esperar quando precisa. Pego o braço dele e ele me diz: '19 horas!' e eu: 'JÁ?' (fazendo uma cara de pavor). Descendo a passarela, vemos uma fila... ué, fila na passarela?! O pai me diz: 'essa é a fila do ônibus!', e eu: 'baaah, pior, deve ser.'. E era!
Ficamos alguns segundos pensando se iamos a pé ou se esperávamos outro ônibus... então eu disse: 'até que venha outro ônibus e essa fila imensa termine... vamos a pé, eu já tô atrasada mesmo!', e fomos... minhas panturrilhas já doíam bastante e agora começava a doer a parte da frente da canela, tomando a perna toda do joelho pra baixo, eu mal conseguia caminhar... e não podia parar. Segundo o pai foram só 15 minutos, mas pra mim parecia mais de 3hs caminhando, tamanha a dor e o cansaço em geral.

Bom, cheguei atrasada, auditório lotadaço com alguns lugares sobrando lá e cá, arrumei um e me larguei, o cansaço, o calor e o alívio de ter chegado 'a tempo' era tanto que eu dei graças a Deus que demoraram um pouco pra começar tudo, eu estava completamente fora do ar... alguns minutinhos depois, respirando fundo e jogada na cadeira, me recompus e já conseguia raciocinar um pouquinho melhor. Então foram chegando as pessoas que fariam parte da mesa, foram se abancando' e começaram a dscursar cada um no seu assunto... o prefeito, o reitor [ou pró-reitor, não lembro], o secretário de não lembro o que, a professora de não lembro o que... é, eu não prestei tanto atenção nesses detalhes, mas isso não importa pro post mesmo! Depois vieram dois professores e aí a coisa ficou boa, eles eram muito divertidos e na aula inaugural, que era mais pra apresentar a proposta pra gente, acabaram dando uma mini aula com suas matérias, juntos, foi tri bacana.

No fim das contas, o pai podia ter entrado comigo no auditório e eu nem pensei na possibilidade. Aliás, pensei depois que eu já tinha me 'abancado' e fiquei com preguiça de ir buscar ele, nem sonhava pra onde ele poderia ter ido.
Então chega a hora de ir embora... 'ônibus ou trem?', inventei de dizer 'tanto faz', e o pai matou a vontade dele de que viéssemos de TM2. Essa droga desse ônus demora 2hs e meia pra chegar aqui em casa, e não é o percurso todo. Eu já tenho meus traumas de TM1, TM2... agora ele quer que eu adote ele sempre, na ida e na volta. PUTAQUEPARIU.

Uma coisa que eu ABOMINO, é que teimem comigo sobre algo que só eu sinta. Se tem uma coisa que não resolve comigo é pressão, tu deixa as coisas conforme A MINHA VONTADE e vou dar o melhor de mim, pode ter certeza... tu mete pressão, pode apostar que vai dar merda. Eu não sei viver sob pressão, não sei viver sob cobranças, não sei viver 'conforme a vontade dos outros', não sei viver da maneira dos outros. Se eu precisar de opinião ou ajuda eu vou pedir, do contrário, eu PRECISO fazer as coisas no meu ritmo, conforme minha intuição... e assim com o trajeto, eu faço o que EU acho melhor, chegarei em tempo, sã e salva e tranquila. Quase infartei dentro daquele ônibus, parecia que não ia chegar nunca, fiz um tour pela grande porto alegre... ah, isso não é pra mim.

Não quero nem ver a partir de amanhã... pra chegar em tempo, vou ter que sair por volta das 4hs e pouquinho. Vou passar mais tempo na rua do que dentro da sala de aula.
Quando cheguei em casa [meia noite] a mãe perguntou: 'todos os dias tu vai chegar a essa hora?', e eu: 'não, hoje soltamos mais cedo :)', e ela: 'mas que barbaridade!'. Depois escutei que eles ficaram cochichando sobre 'ser ou não bom pra mim' isso, só por ser a noite. AFF.
É, é uma barbaridade eu estar correndo atrás de algo DE GRAÇA porque não tenho trabalho e não tenho ninguém que me ajude pra pagar um curso preparatório de qualquer coisa, um técnico ou faculdade. É uma barbaridade eu querer ter uma profissão bacana em que eu goste do que eu faça, mesmo que não ganhe muito, o que pouco me importa. É lamentável eu querer sair debaixo da barra da saia da minha mãe. É lamentável eu me sujeitar a enfrentar lugares longe, ônibus de mais de 2hs de viagem, enjoos, sem saber onde eu tô e vários 'problemas' meus, pra pensar no meu futuro. É lamentável eu sair de casa praticamente sem comer, e chegar em casa e não ter nem um resto de janta, nem um pão velho e não poder reclamar. É lamentável eu ter dito pro pai que ele não precisava me acompanhar hoje e ele insistir, e na vinda ele me perguntar: 'amanhã tu já sabe vir sozinha, né?'. É lamentável a mãe reclamar da hora em que eu chego... minha única resposta pro momento, foi: 'é, mãe... querem morar na putaquepariu e querem chegar rápido a qualquer lugar? Não dá.'. É lamentável que ainda me venha algum filho da puta dizer que minha vida é mamão com açúcar se eles não sabem metade de como são meus dias, tudo é motivo de problema, tudo é motivo pra briga, reclamação. Nada tá bom, nada que eu faça é o suficiente... ah, vão se catar.

É lamentável que esse post tenha ficado maior do que era pra ficar, e que agora eu vou dormir porque eu tô morta de cansaço e amanhã tem mais.

3 Ideias Novas:

Drikaaa disse...

Nada nunca é bom pra ti. O que nossas famílias querem? Que encontremos um "bom marido" que nos sustente enquanto continuamos sem estudo só porque é difícil?

É bem nessas comigo

Aimê Bernardes disse...

ri no começo e me identifiquei no final \o... força natyy nao desiste ... que carona?!

Natureza disse...

ô, gurias...

Drika, é... se ainda aparecesse um desses! aioueaheiua
Mas sério, se tu fica esperando as coisas cairem do céu, reclamam, se tu corre atrás, reclamam. Eu não sei mesmo o que querem, se nos dissessem, pelo menos...

Aimê, mais uma com pais maravilhosos... aoiuheiua
Desistir nunca, né?
Agradeço a ajuda... de coração. ;)

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